O uso da ozonioterapia em neurologia animal está diretamente relacionado aos efeitos chamados Horméticos da técnica. Hormese é um termo utilizado pelos toxicologistas para se referir a uma resposta bifásica em função da dose. Um agente utilizado em baixa dose de estimulação produz um efeito benéfico e uma dose elevada do mesmo agente produz efeito inibidor ou tóxico.

Assim é o ozônio, por ser um agente oxidante, necessita de doses individualmente calculadas em função do peso do animal para que possa induzir a respostas positivas para o paciente. E estas respostas incluem efeitos anti-inflamatórios, vasculares, de controle do estresse oxidativo e analgésicos em tecidos neuronais.

Doenças neurológicas podem possuir diversas etiologias, a saber: degenerativas, anomalias congênitas, metabólicas, tóxicas, neoplásicas, inflamatórias, infecciosas, traumáticas, imunomediadas ou vasculares. Como consequências, tecido nervoso acometido pode desenvolver patogenias inflamatórias agudas ou crônicas, degenerativas ou isquêmicas.

Dado os comprovados efeitos imunomoduladores, de melhora de perfusão e oxigenação tecidual, analgésico e de estímulo epigenético, a ozonioterpia pode auxiliar no controle dos processos relacionados às doenças neurológicas centrais e periféricas. Para tanto, as técnicas mais utilizadas de ozonioterapia em neurologia incluem as infiltrações paravertebrais, em que o gás possui a capacidade de perfundir em torno das raízes nervosas espinhais; perineural, aplicado no trajeto de nervos para tratamento de neuropatias periféricas; epidural, infiltrado geralmente por via lombossacra; e vias sistêmicas como a retal e as auto-hemoterapias.

Diversas afecções neurológicas de animais podem receber a ozonioterapia com técnica auxiliar de tratamento, a citar: discopatias vertebrais, síndome da cauda equina, neuropatias periféricas, síndrome do túnel do carpo, polirradiculopatias, afecções medulares infecciosas como Mieloencefalopatia Equina (EPM) ou Herpes Virus-1, discoespondilites, disfunções cognitivas, neuropatia de trigêmeo e Headshaking dos equinos, degenerações em consequência de cinomose, Fiv-Felv e outras doenças infecciosas, entre outras.

Dica de ouro: Apesar de seu efeito hormético, sabemos por estudos científicos que o ozônio também apresenta efeitos positivos que são dose dependentes. Portanto, uma ozonioterapia bem realizada consiste em titular corretamente as doses em função da fase de progressão da doença e do grau de estresse oxidativo que o paciente se encontra no momento. Portanto, o ozonioterapeuta deve dominar técnicas rápidas de avaliação do estresse oxidativo e também do cálculo de doses para seus pacientes.

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Leitura complementar:

The possibilities of using the effects of ozone therapy in neurology. Disponível em:

https://www.nel.edu/userfiles/articlesnew/1622753710_42_1_masan_13-pdf.pdf

Dra. Roberta Basile

Médica Veterinária, com Doutorado em Clínica Médica Veterinária e Especializações em Clínica e Cirurgia de Equinos, Ortopedia de Equinos, Neurociência da Dor e Neurologia Veterinária. Atua como docente universitária e diretamente no atendimento de animais há 10 anos. Possui ainda formação em Engenharia Civil e Mestrado em Engenharia Aeronáutica. Atualmente reside e trabalha na Alemanha.